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Lá pelos anos 80, na Fazenda Julimar, em São Sebastião do Paraíso, José Romeu Batiston construiu com as próprias mãos um pequeno alambique. Não era um negócio grande, era um jeito de vida. O cheiro de cana moída de madrugada, o silêncio da fazenda antes do sol nascer, o tempo que só quem trabalha a terra aprende a respeitar.
No terreiro, vivia um galo. Índio, e dos bravos. Não respeitava visita: quando alguém chegava pra conhecer o alambique, lá estava ele, dono do pedaço, pronto pro bote. O Sr. José ria, prendia o bicho, e seguia mostrando seu trabalho. Mas aquele galo, sem ninguém perceber, já estava virando parte da história.
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Quando chegou a hora de batizar a cachaça, não havia nome mais justo. Galo Bravo. Porque era exatamente isso que o Sr. José queria para ela: uma bebida com caráter, que não pede licença, feita como se faz cachaça de verdade, com tempo, com raiz, e um pouco da mesma teimosia daquele galo.
Hoje a Galo Bravo nasce na Serra da Canastra, em Sacramento-MG, mas carrega dentro da garrafa aquele mesmo terreiro, aquele mesmo galo, aquela mesma fazenda, onde tudo começou. Uma história de família, servida com orgulho, gole a gole.
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